"A igreja de Nossa Senhora da Luz apresenta dois aspectos únicos entre todos os templos de São Paulo: tem duas frentes e a entrada para o corpo da igreja é lateral. A entrada primitiva está hoje nos jardins do convento e, portanto, proibida. Por isso, são duas as torres, o que é explicado pelo fato de que, em tempos recuados, a face da igreja já se encontrava de fronte ao caminho natural que era 'em direção ao Tamanduateí', de acordo com Nuto Santana. A avenida Tiradentes então não existia.
A igreja deve ser vista pelos seus retábulos, pelo seu corpo gradeado, pelos seus dois confessionários e pelo aspecto exterior de casarão colonial. A imagem de Nossa Senhora da Luz que lá se encontra, segundo a tradição, é a mesma que se venerava na antiga ermida do campo da Luz. Sabe-se que existem atrás daqueles muros que não transpusemos, um cemitério particular, aspectos curiosos de arquitetura, peças históricas de valor e, sobretudo, documentos sobre a edificação do convento, seus estatutos, trabalhos de síndicos. Mas os muros de taipa impedem uma intimidade maior. Igreja de renome, de visitantes ilustres. D. Pedro II e sua mulher d. Maria Tereza Cristina e a princesa Isabel visitaram-na em 1846 e aí viram os túmulos de frei Galvão e de frei Lucas da Purificação. Há uma imagem da Santa Faustina, mártir, doada pelo papa Pio IX.
A igreja deve ser vista pelos seus retábulos, pelo seu corpo gradeado, pelos seus dois confessionários e pelo aspecto exterior de casarão colonial. A imagem de Nossa Senhora da Luz que lá se encontra, segundo a tradição, é a mesma que se venerava na antiga ermida do campo da Luz. Sabe-se que existem atrás daqueles muros que não transpusemos, um cemitério particular, aspectos curiosos de arquitetura, peças históricas de valor e, sobretudo, documentos sobre a edificação do convento, seus estatutos, trabalhos de síndicos. Mas os muros de taipa impedem uma intimidade maior. Igreja de renome, de visitantes ilustres. D. Pedro II e sua mulher d. Maria Tereza Cristina e a princesa Isabel visitaram-na em 1846 e aí viram os túmulos de frei Galvão e de frei Lucas da Purificação. Há uma imagem da Santa Faustina, mártir, doada pelo papa Pio IX.
A solidão lá dentro do recolhimento é completa e então nos contentamos com a interessante igreja de Nossa Senhora da Luz, de tão grande quanto ilustre tradição histórica. De quase quatrocentos anos de tradição histórica, marcada na carta do venerável Anchieta, satisfeito, num domingo de novembro de 1579, por Domingos Luiz estar acabando a igreja."
Igrejas de São Paulo, Leonardo Arroyo - Editora José Olympio, 1954
(Foto: E.C.)

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